O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira (3) que aceitará o resultado das eleições de meio de mandato, mesmo diante da expressiva derrota do Partido Republicano, que perdeu o controle das duas casas do Congresso para os democratas.
Em entrevista ao jornal The New York Times, Trump declarou estar disposto a trabalhar com a oposição e a buscar acordos durante a segunda metade de seu mandato.
“Estou absolutamente disposto a aceitar esses resultados. Vamos trabalhar com os democratas e esperamos poder trabalhar com eles. Provavelmente chegaremos a algum acordo”, afirmou o presidente.
A declaração representa uma mudança de tom em relação às manifestações anteriores de Trump, que havia questionado a confiabilidade do sistema eleitoral americano e condicionado o reconhecimento de uma eventual derrota à integridade da votação.
Após a divulgação dos resultados, o republicano também tentou minimizar o impacto eleitoral sobre sua imagem. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que sua ausência nas cédulas eleitorais contribuiu para o desempenho do partido.
“Eu não estava na cédula eleitoral e, se estivesse, teríamos vencido de lavada”, escreveu.
Durante a campanha, Trump percorreu diferentes estados americanos e pediu aos eleitores que apoiassem os candidatos republicanos como se ele próprio estivesse concorrendo.
A derrota ocorre em meio à queda de popularidade do presidente e à insatisfação de parte da população com o custo de vida e a condução da economia. Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (2) apontou que apenas 32% dos americanos aprovavam sua administração.
Com a nova maioria no Congresso, os democratas terão maior capacidade de fiscalizar o governo, conduzir investigações e bloquear propostas da Casa Branca. A mudança também poderá ampliar os confrontos entre os Poderes Executivo e Legislativo.
Às 7h desta quarta-feira (4), pelo horário de Brasília, o resultado era o seguinte:
No Senado, os democratas tinham 54 cadeiras, garantindo a maioria, enquanto os republicanos somavam 44. Na Câmara dos Representantes, os democratas lideravam com 228 cadeiras, contra 139 dos republicanos. Já na disputa pelos governos estaduais, os democratas lideravam com 28 governadores, contra 20 dos republicanos.




