As autoridades espanholas continuam investigando a colisão entre dois trens de alta velocidade ocorrida na última quarta-feira (28), na província de Toledo, na região de Castilla-La Mancha. O acidente deixou pelo menos 69 mortos e mais de 100 feridos, segundo informações divulgadas na sexta-feira (30).
A colisão envolveu uma composição da empresa estatal Renfe e outra da operadora privada Iryo. Os dois trens viajavam de Madri em direção à região da Andaluzia quando um deles parou nos trilhos e foi atingido na parte traseira pelo outro, provocando o descarrilamento de vários vagões.
O primeiro relatório preliminar da investigação aponta que o trem da Renfe trafegava entre 160 km/h e 200 km/h no momento do impacto. As autoridades também apuram uma possível falha no sistema de sinalização ferroviária, que teria interrompido o funcionamento do sistema automático de segurança e transferido as decisões operacionais para os controladores.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que a confiança da população no sistema ferroviário de alta velocidade foi abalada pelo acidente. Segundo ele, pelo menos 51 cidadãos estrangeiros, de 23 países, foram afetados pela tragédia. O número de nacionalidades envolvidas pode chegar a 27.
Sánchez também prometeu esclarecer as causas da colisão e apresentar medidas para evitar novos acidentes. O governo trabalha na identificação das vítimas, enquanto dezenas de pessoas ainda são consideradas desaparecidas.
O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou que os primeiros indícios apontam para uma possível falha no centro de controle da operadora de infraestrutura ferroviária Adif. Ele rejeitou os pedidos de renúncia e declarou que aguardará os resultados da investigação.
Este é o segundo acidente ferroviário fatal envolvendo trens das empresas Renfe e Iryo na mesma linha em 2026. Em janeiro, uma colisão na região da Andaluzia deixou 46 mortos.




