Os bancos privados Bradesco, Itaú e Santander aumentaram as taxas de juros dos financiamentos imobiliários no Brasil. Os reajustes ocorrem em meio à elevação dos juros futuros e ao encarecimento das fontes de captação de recursos utilizadas pelas instituições financeiras.
O Bradesco elevou sua taxa mínima de 11,69% para 13,60% ao ano, acrescida da Taxa Referencial (TR). O aumento representa 1,91 ponto percentual. No Itaú, a taxa passou de 11,99% para 12,95% ao ano, uma alta de 0,96 ponto percentual.
Já o Santander anunciou que passará a cobrar juros a partir de 12,49% ao ano, um aumento de aproximadamente 0,2 ponto percentual.
As condições efetivas de financiamento podem variar conforme o perfil do cliente, o relacionamento com o banco e as características da operação.
Entre os fatores que pressionam as taxas estão a expectativa de aumento dos gastos públicos, a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano e a redução dos recursos disponíveis na poupança. Entre janeiro e setembro, os saques líquidos dessa modalidade somaram R$ 53,2 bilhões.
A diminuição dos depósitos na poupança afeta uma das principais fontes de recursos utilizadas pelos bancos para conceder crédito imobiliário.
No período, Bradesco, Itaú e Santander concederam, juntos, quase R$ 74 bilhões em financiamentos habitacionais. A Caixa Econômica Federal liderou o mercado, com R$ 68,8 bilhões em crédito imobiliário. O banco público, porém, não informou se pretende reajustar suas taxas.
A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) alerta que o encarecimento do crédito dificulta o acesso à casa própria. Segundo a entidade, cada aumento de um ponto percentual nos juros pode retirar aproximadamente 1,3 milhão de famílias do mercado imobiliário.
A elevação das taxas torna as parcelas mais caras e pode reduzir o valor do imóvel que as famílias conseguem financiar, especialmente entre os compradores que dependem de crédito bancário para adquirir a casa própria.




