EUA suspendem bloqueio naval aos portos iranianos após acordo

A suspensão ocorre após o acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã.


As Forças Armadas dos Estados Unidos suspenderam, nesta quinta-feira (18), o bloqueio de todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos e áreas costeiras do Irã. A medida foi anunciada pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CENTCOM, na sigla em inglês) horas depois da assinatura de um acordo entre Washington e Teerã para encerrar o conflito no Oriente Médio, iniciado em 28 de fevereiro.

“Hoje, as forças americanas suspenderam o bloqueio de todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos e áreas costeiras iranianas, em conformidade com a diretriz do presidente [Donald Trump]”, afirmou o CENTCOM em comunicado publicado na rede social X.

Segundo o comando militar norte-americano, as forças dos Estados Unidos “não estão impedindo o trânsito de embarcações de ou para portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã”.

“Todos os esforços militares dos EUA para impor o bloqueio cessaram. Nossos grandes navios de guerra permanecerão na área para garantir que todos os aspectos do acordo sejam respeitados e cumpridos, estando em pleno vigor e efeito.”

Após a assinatura do acordo de paz, cerca de 12,5 milhões de barris de petróleo bruto atravessaram o Estreito de Ormuz durante a madrugada desta quinta-feira, informou o vice-presidente dos EUA, JD Vance. A passagem pelo Estreito de Ormuz é considerada estratégica para o abastecimento energético global, por onde transita cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo e que havia sido afetado pelo conflito.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou, na noite de quarta-feira (17), um memorando de entendimento para encerrar a guerra. O documento também foi assinado pelo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e deverá entrar em vigor na sexta-feira (19). Entre os principais pontos estão a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos.

Apesar do avanço diplomático, a situação permanece tensa em outras áreas da região. No Líbano, onde mais de um milhão de pessoas seguem deslocadas pelos combates, as forças israelenses realizaram novos ataques aéreos na manhã desta quinta-feira, levantando dúvidas sobre a extensão dos esforços de Washington para garantir o fim das hostilidades entre seus aliados e adversários na região.