O endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,9% em fevereiro, renovando o recorde histórico da série do Banco Central (BC), iniciada em janeiro de 2005. O aumento mensal foi de 0,1 ponto percentual, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (27).
O indicador considera o saldo das dívidas das famílias no mês de referência, neste caso fevereiro, em relação à renda disponível acumulada nos últimos 12 meses.
O resultado iguala o pico observado há quase quatro anos. “Há uma tendência de crescimento que culmina em julho de 2022, com 49,9%. A curva começa a se reduzir e volta a crescer nos últimos meses, repetindo, em fevereiro de 2026, esse percentual”, afirmou o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha.
Excluindo financiamentos imobiliários, o endividamento alcançou 31,4% em fevereiro, alta de 0,1 ponto percentual em relação a janeiro (31,3%).
O comprometimento de renda das famílias também avançou e chegou a 29,7%, nova máxima da série iniciada em março de 2005. O indicador relaciona o saldo das dívidas à renda mensal das famílias. Na comparação mensal, houve alta de 0,2 ponto percentual.
“Manteve trajetória de crescimento; em 12 meses, cresceu 1,9 ponto percentual e também é o maior percentual da série histórica do Banco Central para o comprometimento de renda”, disse Rocha.
Sem considerar financiamentos imobiliários, o comprometimento subiu de 27,2% em janeiro para 27,4% em fevereiro, também um recorde da série.




