A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) interceptou na segunda-feira (20) bombardeiros estratégicos e caças russos que sobrevoavam o Mar Báltico em uma demonstração de força aérea no flanco oriental da aliança, em meio à atenção internacional voltada ao Oriente Médio.
Caças Rafale franceses foram mobilizados a partir de uma base aérea na Lituânia, onde permanecem destacados no âmbito de uma operação de policiamento aéreo da OTAN em vigor há décadas. As aeronaves, armadas com mísseis ar-ar, se juntaram a caças da Suécia, Finlândia, Polônia, Dinamarca e Romênia, que decolaram para identificar e monitorar o voo russo, segundo comunicado do destacamento francês.
A missão russa envolveu dois bombardeiros supersônicos Tu-22M3, além de cerca de dez caças Su-30 e Su-35, que se revezaram na escolta das aeronaves estratégicas, de acordo com o mesmo comunicado.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o voo de longo alcance foi previamente programado e realizado no espaço aéreo sobre as águas neutras do Mar Báltico. A missão durou mais de quatro horas, informou o ministério russo em publicação no Telegram.
“Em determinados trechos da rota, os bombardeiros de longo alcance foram acompanhados por caças de Estados estrangeiros”, disse o ministério russo. “As tripulações da aviação de longo alcance realizam regularmente voos sobre as águas neutras do Ártico, do Atlântico Norte, do Oceano Pacífico, bem como dos mares Báltico e Negro. Todos os voos das aeronaves das Forças Aeroespaciais da Rússia são realizados em estrita conformidade com as regras internacionais para o uso do espaço aéreo.”
A pasta não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da agência Associated Press (AP) nesta terça-feira (21). O comando aéreo da OTAN também não se pronunciou à AP.
A aliança militar ocidental realiza rotineiramente decolagens de interceptação quando aeronaves russas se aproximam ou entram em áreas de interesse do espaço aéreo da OTAN. Segundo a organização, esses voos frequentemente ocorrem com transponders desligados e sem comunicação com controladores de tráfego aéreo ou plano de voo apresentado.
Grande parte das missões monitoradas pela OTAN na região do Báltico está relacionada a voos de ida e de volta para o enclave russo de Kaliningrado. Mesmo antes da guerra na Ucrânia, a aliança já realizava cerca de 300 interceptações de aeronaves russas por ano, principalmente sobre águas do norte da Europa.




