Bolsa dos EUA registra máxima histórica nesta quarta-feira

O S&P 500 subiu 0,8% e fechou acima dos 7.000 pontos.


O índice S&P 500 atingiu um novo recorde histórico nesta quarta-feira (15), refletindo o otimismo dos investidores quanto à possibilidade de um acordo de paz antes que a guerra no Irã cause danos significativos às empresas americanas.

O principal índice da bolsa de valores dos Estados Unidos, amplamente acompanhado como um termômetro da saúde do mercado norte-americano, avançou cerca de 0,8%, encerrando o pregão acima dos 7.000 pontos e superando o pico anterior, registrado em janeiro. O indicador já havia recuperado as perdas provocadas pelo conflito e agora se encontra aproximadamente 2% acima do nível observado antes do início das hostilidades, no fim de fevereiro.

Apesar da alta nos preços do petróleo indicar um cenário econômico mais desafiador, os investidores reagiram positivamente aos sinais recentes de retomada das negociações entre os Estados Unidos e o Irã. As conversas, encerradas no último fim de semana no Paquistão sem acordo, foram acompanhadas por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou acreditar que o conflito está próximo do fim.

A sinalização de apoio à paz contribuiu para reduzir a volatilidade nos mercados. Desde a entrada em vigor do cessar-fogo na semana passada, analistas observam uma mudança de tom por parte do governo americano, indicando interesse em encerrar rapidamente o conflito.

“O mercado está negociando com base no pressuposto de que já vimos o pior do conflito”, disse Stefano Pascale, analista de ações do Barclays.

O S&P 500 caminha para a terceira semana consecutiva de valorização, sequência não observada desde outubro de 2025. Desde 30 de março, ponto mais baixo da recente queda, o índice acumula alta de cerca de 10%.

Ainda assim, parte dos analistas demonstra cautela diante da valorização, que ocorre enquanto o Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte global de petróleo — permanece bloqueado. Mesmo com um eventual acordo formal, a normalização do tráfego marítimo e a recuperação de portos e instalações petrolíferas podem demandar tempo. Nesse contexto, os preços elevados de petróleo e gás devem continuar pressionando a inflação nos Estados Unidos e no mundo, além de afetar a confiança do consumidor.