A Rússia realizou na madrugada desta sexta-feira (6) o maior ataque aéreo desde o início da guerra na Ucrânia, utilizando 452 projéteis — entre mísseis e drones — contra alvos espalhados por diversas regiões do território ucraniano. O bombardeio, segundo as autoridades de Kiev, deixou ao menos quatro mortos e 49 feridos, incluindo na capital ucraniana.
De acordo com o Exército da Ucrânia, foram lançados 407 drones kamikaze do tipo Shahed, de fabricação iraniana, além de 45 mísseis — sendo seis balísticos Iskander-M/KN-23, 38 de cruzeiro Kh-101 e Iskander-K, e um antirradar Kh-31P. As defesas aéreas ucranianas informaram ter abatido cerca de 370 drones e 36 mísseis.
As explosões causadas pelos ataques foram registradas em diversas regiões, incluindo Lutsk, Lviv, Ternopil, Sumy, Poltava, Khmelnytskyi, Cherkasy e Chernigov, além da própria capital Kiev. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que “a Rússia atacou quase toda a Ucrânia” e classificou a ofensiva como um “ataque terrorista em massa”.

Em Kiev, quatro pessoas morreram e 20 ficaram feridas, sendo que 16 foram hospitalizadas. As demais vítimas foram registradas em diferentes pontos do país. As autoridades locais seguem mobilizadas no resgate de civis e contenção dos danos.
Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, os bombardeios foram uma resposta direta aos “atos terroristas” da Ucrânia, referindo-se ao ataque com drones contra aeronaves militares russas. O Kremlin reforçou que “todas as ações militares são reações ao regime terrorista ucraniano”.
Zelensky voltou a apelar por sanções mais severas contra Moscou, alegando que “a natureza da Rússia não muda — segue atacando cidades e a vida cotidiana com violência e destruição”. O presidente ucraniano reforçou a necessidade de responsabilização internacional diante dos constantes ataques a civis.
Até então, o maior bombardeio russo havia ocorrido no fim de maio, com 367 projéteis lançados. A nova ofensiva representa uma escalada significativa no conflito, que entrou em seu terceiro ano em fevereiro.




