Presidente do TSE diz não haver ameaça externa às eleições

Não há nenhum indício de interferência externa nas eleições.

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste sábado (3) que as eleições gerais deste domingo (4) não estão sob “ameaça concreta”, seja internacional ou relacionada ao crime organizado. A declaração ocorre um dia antes do primeiro turno.

Segundo o ministro, os órgãos de inteligência que atuam em parceria com o TSE não identificaram indícios de ameaças ao pleito. Kassio também pediu que os eleitores não deem crédito a informações falsas destinadas a provocar tumulto ou desestabilizar a realização das eleições.

A declaração ocorre após o governo dos Estados Unidos suspender, na sexta-feira (2), o atendimento nas embaixadas e nos consulados no Brasil. No mesmo dia, a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão para apurar possíveis riscos às instalações diplomáticas norte-americanas. A embaixada da Austrália também anunciou a suspensão de suas atividades presenciais.

Após a operação, a PF informou que não havia identificado, até aquele momento, suspeitos de envolvimento com organizações criminosas. A corporação afirmou que continuaria analisando equipamentos de comunicação e mídia apreendidos, além de adotar outras providências, se necessário.

Neste sábado, Kassio participou, em Brasília, da cerimônia de verificação da integridade e autenticidade dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas urnas. O procedimento confirmou que os programas responsáveis por receber, processar e totalizar os votos correspondem às versões previamente assinadas digitalmente e lacradas pela Justiça Eleitoral.

Durante a cerimônia, também foi emitida a zerésima, documento que comprova a ausência de votos registrados na urna antes do início da votação. O documento foi assinado pelo secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, e por observadores internacionais.


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