Trump destina dinheiro que iria para a Europa à América Latina

As verbas irão para Panamá, Peru, Equador e Colômbia.

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A administração de Donald Trump decidiu redirecionar US$ 52 milhões em assistência militar dos Estados Unidos, originalmente destinados a países da Europa e do Oriente Médio, para quatro países da América Latina. A informação foi divulgada pelo jornal norte-americano The Washington Post na quinta-feira (1º).

Os recursos foram aprovados pelo Congresso americano para programas de assistência a países como Eslováquia, Macedônia do Norte, Tunísia e Iraque. O novo destino das verbas será Panamá, Peru, Equador e Colômbia.

Segundo o jornal, o Departamento de Estado comunicou ao Congresso, no mês passado, a intenção de realizar a transferência. A decisão provocou a suspensão da liberação dos recursos por dois parlamentares democratas. Na quarta-feira (30), porém, o governo americano informou que prosseguiria com o redirecionamento.

O Departamento de Estado defendeu a medida e afirmou que os recursos serão mais bem empregados na América Latina. Segundo a pasta, a iniciativa está alinhada à política externa de Trump de priorizar o Hemisfério Ocidental.

As verbas deverão ser utilizadas para fortalecer as parcerias de segurança dos EUA e enfrentar a influência militar considerada adversária na região. O governo americano também relaciona a iniciativa ao combate ao narcotráfico, uma das prioridades da atual administração americana.

O redirecionamento ocorre em meio a uma mudança na estratégia de Washington, que busca ampliar sua atuação na América Latina enquanto reduz ou reavalia compromissos de assistência em outras regiões. O Washington Post informou que parte dos recursos originalmente destinados à Europa estava vinculada a programas relacionados aos impactos da guerra na Ucrânia.

A transferência também provocou críticas de parlamentares americanos. Segundo o jornal, os democratas questionam se os novos destinos atendem aos objetivos previstos na legislação que autorizou os recursos.

O governo Trump, por sua vez, sustenta que a mudança atende às prioridades atuais de segurança e política externa dos Estados Unidos.


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