Copom reduz Selic para 13,75% ao ano pela quinta vez seguida

A Selic está agora no menor nível desde março de 2025.


O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu por unanimidade, nesta quarta-feira (16), reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano. Esta foi a quinta redução consecutiva e a última reunião do colegiado antes das eleições presidenciais.

Em comunicado, o Copom evitou antecipar os próximos passos e afirmou que, diante dos riscos relacionados à evolução dos preços, o tamanho total do ciclo de cortes será definido “à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”.

A Selic está agora no menor nível desde março de 2025, quando estava em 13,25% ao ano. Desde o início do ciclo de redução, em março, foram cinco cortes de 0,25 ponto percentual, acumulando queda de 1,25 ponto.

O processo é um dos mais graduais de redução dos juros desde a adoção do sistema de metas para a inflação, em 1999. O Copom tem utilizado o termo “calibração” para descrever a estratégia.

A decisão ficou em linha com as expectativas do mercado. Segundo levantamento da Bloomberg, os 33 analistas consultados projetavam uma redução de 0,25 ponto percentual.

Na chamada “superquarta”, Brasil e Estados Unidos adotaram movimentos opostos. Mais cedo, o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, elevou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano, na primeira alta desde julho de 2023.

Com a decisão, o diferencial entre os juros dos dois países caiu para 9,75 pontos percentuais, o que pode aumentar a pressão sobre o câmbio e reduzir a atratividade de investimentos no Brasil.

No cenário doméstico, a desaceleração da atividade econômica e a redução da inflação contribuíram para a decisão do Copom. O IPCA acumulado em 12 meses até agosto desacelerou para 4,22%, influenciado pela queda temporária da conta de luz decorrente do bônus da usina de Itaipu.

A inflação permaneceu pelo segundo mês consecutivo abaixo do teto da meta, de 4,5%. O centro da meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.


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