Flávio Bolsonaro faz campanha na TV associando Lula a Moraes

“O atual presidente dividiu o seu poder com Moraes”, afirmou.


O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), aproveitou a sessão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (15) para veicular um “pronunciamento à nação” durante o horário eleitoral gratuito. No vídeo, o senador busca associar a imagem do ministro Alexandre de Moraes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal adversário na disputa presidencial.

“O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes. E, no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum. Sem comando”, disse Flávio no vídeo, que será exibido no horário eleitoral das 13h.

O candidato afirmou que o governo Lula “decidiu governar ao lado de uma parte do STF” e que integra “um sistema que está apodrecido”.

“Eu estou interrompendo a campanha eleitoral neste momento, diante da gravidade de tudo o que está acontecendo. O nosso destino é muito mais importante do que qualquer questão política. O Brasil está sendo passado a limpo. O atual governo criou um desequilíbrio institucional. Decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal, que descumpriu a lei. Não é à toa que tudo isso está acontecendo. É porque o atual governo, a gente não pode deixar de dizer, faz parte desse sistema que está apodrecido. E a gente está vendo esse sistema podre se revelar aos olhos de toda a nação”, afirmou.

Flávio também declarou que o “escândalo” envolvendo Moraes “nem é o pior”. Segundo ele, os principais problemas do país são a insegurança, o endividamento da população e a perda do poder de compra.

Na gravação, o senador voltou a defender o fim da reeleição e destacou propostas relacionadas à segurança pública, ao combate ao crime organizado e à economia.

A estratégia ocorre em meio ao crescimento de Flávio nas pesquisas eleitorais. Levantamento da Quaest divulgado na segunda-feira (14) mostrou o senador numericamente à frente de Lula em um eventual segundo turno, por 42% a 40%, dentro da margem de erro.

O caso envolvendo o Banco Master também elevou a tensão política. O ministro André Mendonça, relator das investigações, retirou o sigilo de documentos que incluem mensagens entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono da instituição. O episódio provocou novos questionamentos sobre a relação entre o ministro e o banqueiro.


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