Os chefes dos Três Poderes participaram, na manhã desta segunda-feira (7), do desfile de 7 de Setembro, em homenagem à Independência do Brasil, realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve acompanhado da primeira-dama, Janja da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de sua esposa, Lu Alckmin, além de ministros do governo. Também compareceram o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP); e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
No ano passado, nenhum ministro do STF participou das comemorações, em um período que coincidiu com o julgamento da chamada “trama golpista”, que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Já em 2024, ministros da Corte ocuparam a tribuna de honra, entre eles o então presidente, Luís Roberto Barroso; o vice-presidente, Edson Fachin; Alexandre de Moraes; e Dias Toffoli.
A edição deste ano teve um tom mais sóbrio, em atenção às orientações para evitar irregularidades no período eleitoral, mas incorporou temas caros à campanha do presidente: a soberania nacional e a defesa das mulheres. O evento manteve caráter estritamente institucional, sem manifestações político-partidárias, distribuição de brindes ou discursos de autoridades.
A comemoração dos 204 anos da Independência foi estruturada em três eixos temáticos: soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027.
O desfile cívico-militar contou com a participação das Forças Armadas — Marinha, Exército e Aeronáutica —, e a Presidência, por meio da Secretaria de Comunicação (Secom), estimou em 70 mil o número de participantes.
Em pronunciamento na véspera, transmitido em cadeia nacional, Lula reafirmou o compromisso do país com a soberania e teceu críticas indiretas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, declarando que o Brasil não é e não será “colônia de ninguém”. O tema da soberania tem sido central na campanha do petista em sua tentativa de reeleição para um quarto mandato.
Já o enfrentamento à violência contra as mulheres ganhou destaque após o aumento dos casos de feminicídio no país durante o atual mandato do petista. Em maio, Lula sancionou três projetos de lei que endurecem as medidas de proteção às mulheres em situação de violência doméstica, entre eles a criação do Cadastro Nacional de Agressores e a previsão do afastamento do agressor do lar.
O desfile também prestou homenagem à Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho — a primeira vez que um país sul-americano receberá o torneio.




