Diretor da CIA visita Moscou; Rússia confirma viagem

Não foram fornecidos detalhes sobre os encontros na Rússia.


O diretor da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês), John Ratcliffe, visitou Moscou, na Rússia, na terça-feira (25), segundo informações divulgadas pela imprensa americana. A visita foi posteriormente confirmada pelo Kremlin nesta quarta-feira (26).

As informações foram divulgadas pela emissora CBS e pelo site Axios, que citaram fontes do governo dos Estados Unidos. O motivo da viagem não foi informado.

Segundo o Kremlin, Ratcliffe esteve em Moscou e se reuniu com representantes do serviço de inteligência russo, mas não com o presidente Vladimir Putin. O porta-voz Dmitry Peskov não forneceu detalhes sobre os encontros.

Peskov afirmou ainda que é cedo para avaliar se os contatos entre as agências de inteligência dos dois países poderão contribuir para melhorar as relações entre Washington e Moscou, atualmente, segundo ele, em uma “crise profunda”.

Dados do site de rastreamento de voos Flightradar24 indicaram que uma aeronave militar americana decolou da Letônia com destino ao Aeroporto Vnukovo, em Moscou, na manhã de terça-feira. Mais tarde, o mesmo avião deixou a capital russa.

A aeronave era um Boeing C-17 Globemaster III, de matrícula 07-7181. O voo de ida ocorreu por volta das 4h, no horário de Brasília. O avião havia chegado a Riga em 23 de agosto, procedente da base aérea de Camp Springs, nas proximidades de Washington.

De acordo com o jornal britânico Financial Times (FT), os Estados Unidos pediram à Ucrânia que não realizasse ataques contra Moscou, São Petersburgo ou outras regiões do norte da Rússia entre segunda-feira (24) e esta quarta-feira, período que coincidiria com a viagem de uma autoridade americana. O pedido teria sido aceito por Kiev.

A visita de Ratcliffe ocorre em um contexto de esforços diplomáticos relacionados à guerra na Ucrânia e às tensões entre Washington e Moscou. Outros temas, como o conflito com o Irã e possíveis negociações para troca de prisioneiros, também podem estar entre os assuntos discutidos.

Em ocasiões anteriores, Trump enviou o genro, Jared Kushner, e o enviado especial, Steve Witkoff, a Moscou para reuniões com autoridades russas.


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