Candidatos a vistos de imigração para os Estados Unidos começaram a receber avisos sobre o remanejamento de entrevistas em embaixadas e consulados americanos após o governo de Donald Trump suspender temporariamente novos agendamentos em todo o mundo. A informação foi confirmada pelo Departamento de Estado norte-americano na terça-feira (25).
A medida afeta vistos de imigrantes, destinados a estrangeiros que pretendem viver permanentemente nos Estados Unidos. Os agendamentos para vistos de não imigrantes, como os de turismo, continuam normalmente.
Segundo o Departamento de Estado, a suspensão está relacionada a um programa global de treinamento de funcionários consulares. A pasta informou que a agenda dos serviços de vistos será ajustada para permitir a realização da capacitação, mas não divulgou quanto tempo a alteração deverá durar.
O objetivo do treinamento, de acordo com o governo americano, é preparar os funcionários para avaliar os candidatos de maneira “abrangente e consistente”, inclusive para identificar pessoas que possam se tornar dependentes de benefícios públicos nos Estados Unidos.
O jornal britânico Financial Times (FT) informou que candidatos a vistos de imigrantes que já tinham entrevistas agendadas receberam e-mails comunicando a remarcação. Eles deverão ser informados posteriormente sobre as novas datas.
A suspensão ocorre em meio ao endurecimento da política migratória promovida pelo presidente Donald Trump. O governo tem ampliado as restrições tanto para imigrantes em situação irregular quanto para estrangeiros que buscam entrar ou permanecer legalmente no país.
As medidas incluem deportações, cancelamento de vistos e green cards e rejeição de solicitações por diferentes motivos, incluindo posições políticas e participação em protestos pró-Palestina relacionados ao conflito em Gaza.
Trump afirma que as ações são necessárias para reforçar a segurança interna dos Estados Unidos. A política migratória, contudo, já foi alvo de questionamentos judiciais.
Na semana passada, um juiz derrubou uma medida do governo Trump que havia suspendido a emissão de vistos de imigrantes para cidadãos de 75 países. Segundo a decisão, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, excedeu sua autoridade legal ao implementar a política.




