Ucrânia lança maior ataque contra a capital da Rússia em anos

É o maior ataque ucraniano contra Moscou em pelo menos dois anos.


Um ataque com drones ucranianos atingiu, nesta quinta-feira (18), uma importante refinaria de petróleo em Moscou, na Rússia, pela segunda vez nesta semana. A ofensiva provocou uma grande coluna de fumaça no céu da capital russa e levou à suspensão temporária das operações em um dos aeroportos da região. Foi um dos maiores ataques ucranianos dos últimos anos contra a capital russa. Veja o vídeo aqui.

Segundo o governo russo, os sistemas de defesa aérea interceptaram 555 drones em diferentes áreas do país. Apenas na região de Moscou, o prefeito Sergei Sobyanin afirmou que 180 aeronaves não tripuladas foram abatidas.

Além da refinaria, autoridades russas informaram que um edifício residencial, uma instalação industrial e algumas casas sofreram danos. O ataque também afetou o transporte aéreo, com a evacuação de passageiros e a interrupção temporária das atividades no principal aeroporto da capital, o Aeroporto Internacional de Sheremetyevo.

A refinaria já havia sido alvo de uma ofensiva na terça-feira (16), quando instalações de energia russas foram atingidas. A Rússia, considerada o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e um dos principais exportadores de combustíveis, enfrenta impactos no abastecimento interno e pode precisar importar gasolina neste mês, segundo fontes do setor, devido aos ataques ucranianos.

Em resposta, a Ucrânia também foi alvo de ataques russos. A capital, Kiev, sofreu novos lançamentos de mísseis balísticos, de acordo com autoridades locais. Alertas de ataque aéreo foram emitidos para grande parte do território ucraniano. Na cidade de Sumy, no nordeste do país, uma pessoa morreu após um ataque com drone.

Os ataques ocorreram após a participação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na cúpula do G7, realizada na França. Durante o encontro, Zelensky afirmou ter discutido com líderes internacionais novas sanções contra a Rússia e medidas de apoio à defesa ucraniana, incluindo a ampliação do fornecimento de sistemas de defesa aérea.

A reunião contou com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; do presidente francês, Emmanuel Macron; do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer; da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni; do primeiro-ministro canadense, Mark Carney; do chanceler alemão, Friedrich Merz; da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi; além de representantes da União Europeia (UE), liderada por Ursula von der Leyen.

Segundo um diplomata francês ouvido pela agência Reuters, os líderes do G7 avaliaram que a situação no campo de batalha favorece a Ucrânia e concordaram em ampliar medidas de apoio ao país. Zelensky afirmou que o grupo debateu sanções contra setores de energia, finanças e defesa da Rússia.

Questionado sobre o encontro com Zelensky, Trump classificou a reunião como “muito boa” e disse que a Rússia deveria buscar um acordo de paz com a Ucrânia, afirmando que faria esforços para contribuir com o fim do conflito.