A Rússia e a Bielorrússia encontram-se permanentemente preparadas para empregar a totalidade dos recursos bélicos disponíveis, incluindo o arsenal nuclear, com o propósito de “salvaguardar a integridade de seus territórios”. A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Mikhail Galuzin, em entrevista concedida ao jornal russo Izvestia na terça-feira (9).
Na ocasião, o diplomata ratificou a manutenção do contingente militar russo em solo bielorrusso e enfatizou a realização regular de manobras operacionais conjuntas voltadas ao adestramento e à prontidão de combate das Forças Armadas de ambos os países.
“Permanecemos em constante estado de prontidão para empregar todos os meios, inclusive os nucleares, para garantir a segurança do Estado da União”, asseverou Galuzin, em referência ao tratado que estabelece a integração política, econômica e de defesa mútua entre Moscou e Minsk.
O posicionamento do Ministério das Relações Exteriores da Rússia reflete o aprofundamento da cooperação estratégica na Europa Oriental, intensificada significativamente nos últimos anos em meio à guerra da Rússia na Ucrânia.
Em maio, as duas nações conduziram um dos maiores exercícios nucleares de larga escala do período pós-Guerra Fria. A mobilização envolveu cerca de 65 mil militares, além de centenas de lançadores de mísseis, navios e aeronaves, com foco no adestramento para cenários de dissuasão e ameaças externas.
Desde a consolidação dos acordos de defesa mútua iniciados em 2023, o governo russo transferiu munições nucleares táticas para instalações de armazenamento em campo situadas na Bielorrússia, além de planejar a mobilização de sistemas de mísseis balísticos e hipersônicos, como o modelo Oreshnik, para a região.




