O Exército Brasileiro suspendeu operações específicas de fiscalização nas fronteiras após o bloqueio de R$ 4,3 bilhões do orçamento do Ministério da Defesa, determinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por meio de decreto assinado em 29 de maio. As ações permanentes de patrulhamento e vigilância, entretanto, seguem em funcionamento.
O contingenciamento faz parte do bloqueio de R$ 23,7 bilhões em despesas discricionárias do Orçamento Federal de 2026, medida adotada para atender às exigências do arcabouço fiscal, que limita o crescimento dos gastos públicos. Do total bloqueado, R$ 1,5 bilhão afetou diretamente o orçamento do Exército.
A decisão provocou reações de pré-candidatos à Presidência da República. Na segunda-feira (8), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o corte de recursos e a suspensão das operações nas fronteiras.
“Aí fica difícil, Lula. Liberou geral. Depois de todo o trabalho que tive para que o governo americano classificasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, você vem agora e deixa as fronteiras do Brasil completamente abertas e expostas”, declarou o parlamentar em suas redes sociais.
Flávio Bolsonaro fez referência à decisão dos Estados Unidos, por meio do Departamento de Estado, de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida entrou em vigor em 5 de junho.
Também na segunda-feira, o ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou que Lula “entregou a soberania do Brasil ao narcotráfico”.
Segundo Caiado, “sem a atuação das Forças Armadas nas regiões de fronteira, o crime avançará ainda mais”.




