O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou na segunda-feira (8), em vídeo publicado no X (antigo Twitter), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “entregou a soberania do Brasil ao narcotráfico”.
Segundo Caiado, “Lula cortou R$ 4,3 bilhões das Forças Armadas e o Exército cancelou operações nas fronteiras” e, “sem a presença das Forças Armadas, o crime avançará ainda mais”. O ex-governador goiano afirmou ainda que “em janeiro de 2027, isso mudará”.
No vídeo, ele também declarou: “A Amazônia brasileira passou a ser o maior hub do mundo de exportação de cocaína. Só haveria uma condição de aquele território ser resgatado e retornar ao Brasil. Sabe como? Com as Forças Armadas. O que ele fez? Cortou a verba. Hoje, não temos capacidade”.
O governo Lula anunciou, em 30 de maio, um bloqueio de R$ 4,3 bilhões no orçamento do Ministério da Defesa, dentro de um ajuste fiscal mais amplo, medida que gerou críticas de setores políticos e militares.
As declarações ocorrem em meio ao aumento da pressão sobre o governo petista, após o governo dos Estados Unidos, por meio do Departamento de Estado, classificar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês), medida que entrou em vigor em 5 de junho.
A decisão norte-americana também enquadra os grupos como “Terroristas Globalmente Designados”, o que amplia o alcance de sanções financeiras e legais, incluindo bloqueio de ativos sob jurisdição americana e restrições a qualquer apoio material ou transação indireta envolvendo indivíduos e empresas ligados às facções. Segundo autoridades norte-americanas, os grupos possuem atuação transnacional, com redes de tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro em diferentes países da América do Sul.
A medida adotada pelos Estados Unidos foi criticada pelo governo Lula, que afirma que as facções brasileiras são organizações criminosas domésticas e que a classificação pode gerar “impactos diplomáticos e jurídicos sobre a soberania do país”.




