O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), visitou o Departamento de Estado dos Estados Unidos nesta quarta-feira (27) e reuniu-se com Christopher Landau, vice-secretário de Estado do país, órgão responsável pela condução da diplomacia americana. O parlamentar também se encontrou com Darren Beattie, conselheiro sênior de política para assuntos relacionados ao Brasil.
Segundo Paulo Figueiredo, influenciador que participou das reuniões ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a conversa tratou de “oportunidades de cooperação entre Brasil e Estados Unidos diante de uma eventual eleição do senador, além da urgência da designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras”.
Na terça-feira (26), Flávio reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca. Após o encontro, o senador afirmou ter solicitado ao líder americano a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
“Ao contrário de Lula, pedi a ele [Trump] que declare as facções como terroristas”, disse Flávio, em entrevista coletiva após a reunião. “Pedi enfaticamente que as designe o quanto antes.”
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) posiciona-se contra essa classificação, sob o argumento de que a medida poderia abrir espaço para operações militares dos Estados Unidos em território nacional e dificultar relações comerciais, uma vez que empresas de diferentes países costumam impor restrições a áreas associadas ao terrorismo.
Segundo Flávio, Trump respondeu que analisaria o pedido. Os Estados Unidos vêm adotando medidas mais rígidas contra o tráfico de drogas na América Latina desde a volta do republicano à Casa Branca.
A visita do senador a Washington ocorreu 19 dias após o encontro entre o presidente Lula e Trump, realizado em 7 de maio. Na ocasião, ambos permaneceram reunidos por mais de três horas e participaram de um almoço oficial.




