EUA e Nigéria matam o segundo na hierarquia global do ISIS

O anúncio da morte foi feito pelo presidente dos EUA, Donald Trump.


Uma operação militar conjunta entre forças especiais dos Estados Unidos e as Forças Armadas da Nigéria resultou na morte de Abu-Bilal al-Minuki, apontado como o segundo na linha de comando global do grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS). O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano Donald Trump em sua rede social na madrugada deste sábado (16) e posteriormente confirmado pelo presidente da Nigéria, Bola Ahmed Adekunle Tinubu.

De acordo com a declaração de Trump, a missão foi “meticulosamente planejada e muito complexa”. O líder terrorista, descrito pelo governo dos Estados Unidos como o mais ativo em operação no mundo, utilizava o continente africano como base operacional oculta, segundo o presidente.

O governo norte-americano afirmou que a eliminação de al-Minuki enfraquece significativamente as operações globais do grupo e interrompe o planejamento de novos atentados contra civis na África e contra alvos norte-americanos. Trump também agradeceu publicamente a parceria e a coordenação do governo nigeriano no suporte logístico e tático da ação.

Segundo o presidente da Nigéria, al-Minuki era “alto dirigente do Estado Islâmico e um dos terroristas mais ativos no mundo”.

“Nossas forças armadas, determinadas e atuando em colaboração militar com as forças armadas dos Estados Unidos, conduziram uma operação conjunta audaciosa que desferiu um golpe contra o Estado Islâmico”, declarou Tinubu.

Segundo fontes citadas pela agência Associated Press (AP), al-Minuki era uma figura central na organização e no financiamento do Estado Islâmico e estaria planejando ataques contra os Estados Unidos e seus interesses.

Natural da província de Borno, na Nigéria, nascido em 1982, ele teria assumido a liderança da filial do Estado Islâmico na África Ocidental após a morte de Mamman Nur, em 2018, conforme a organização de pesquisa sobre o extremismo violento Counter Extremism Project. Ele também teria atuado na Líbia durante o período de maior atividade do grupo no país.

De acordo com relatos, al-Minuki estava baseado na região do Sahel e já havia sido alvo de sanções dos Estados Unidos em 2023.

Em dezembro, Trump determinou ataques contra o grupo na Nigéria, embora não tenha divulgado detalhes sobre os resultados. O país enfrenta múltiplos grupos armados, incluindo afiliados ao Estado Islâmico, em meio a uma crise de segurança prolongada na região.

Nos últimos anos, os afiliados do Estado Islâmico na África se tornaram algumas das organizações militantes mais ativas do continente, após o colapso do autoproclamado califado no Iraque e na Síria em 2017.

Em fevereiro, os Estados Unidos enviaram tropas à Nigéria para apoio e assessoria às forças locais. Em março, também mobilizaram drones no país, após declarações de Trump sobre ataques a cristãos na região.