O ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, filiou-se ao partido Democracia Cristã (DC) e poderá disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. A filiação ocorreu no início de abril, dentro do prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.
Segundo a assessoria do partido, alguns detalhes ainda serão definidos na próxima semana, quando está prevista uma coletiva de imprensa em Brasília. Entre os pontos pendentes, está a situação de Aldo Rebelo, cuja pré-candidatura à Presidência foi lançada pela legenda em janeiro, em São Paulo.
A DC é presidida pelo ex-deputado federal João Caldas. Sem representação no Congresso Nacional, a legenda não possui direito a tempo de propaganda eleitoral na televisão nem participação garantida em debates.
Primeiro negro a ocupar uma cadeira no STF, Joaquim Barbosa, de 71 anos, permaneceu na Corte entre 2003 e 2014. Durante esse período, foi relator do processo do mensalão, que resultou na condenação de 24 réus, entre eles o ex-ministro da Casa Civil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José Dirceu. Desde sua saída do Supremo, seu nome passou a ser especulado para uma eventual candidatura ao Executivo federal.
Em 2013, ainda no STF, Barbosa deixou em aberto a possibilidade de disputar a Presidência. “No momento, não tenho nenhuma intenção de me lançar à Presidência da República. Mas pode ser que, no futuro, eu tenha tempo para pensar sobre isso”, declarou durante um evento no Rio de Janeiro.
Em 2018, ele chegou a se filiar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) com o objetivo de disputar o Palácio do Planalto, mas desistiu da candidatura. Em maio daquele ano, anunciou a decisão em uma publicação no então Twitter, atual X: “Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão: não pretendo ser candidato a presidente da República. Trata-se de uma decisão estritamente pessoal”, escreveu.
Atual pré-candidato da DC à Presidência, Aldo Rebelo não pontuou nas duas pesquisas Quaest mais recentes, divulgadas em abril e na semana passada, entre os dez nomes testados para a disputa presidencial.
Ex-filiado ao PCdoB, Rebelo passou por PSB, Solidariedade, PDT e MDB desde sua saída da legenda comunista, em 2017. Ele também defende a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos demais envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.




