Banco Central mantém a taxa Selic em 13,75% ao ano

A reeleição de Lula (PT) deixou um cenário de maior cautela.

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O Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (4), após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por definir os rumos da política monetária do país.

A expectativa de manutenção ganhou força no mercado financeiro diante do aumento das incertezas econômicas, das pressões inflacionárias e das preocupações com a situação fiscal brasileira. Uma pesquisa do Valor Econômico com 105 instituições financeiras apontou que 72 esperavam a permanência dos juros no patamar atual, enquanto 33 projetavam um corte de 0,25 ponto percentual, que levaria a Selic para 13,50% ao ano.

A mudança nas projeções ocorre após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um cenário de maior cautela dos investidores em relação à condução das contas públicas e à política econômica do próximo mandato.

O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na terça-feira (3), mostrou que a projeção de inflação para 2026 subiu de 5,19% para 5,22%. A estimativa para a Selic no encerramento do ano também foi elevada, passando de 13,25% para 13,50%.

Outro fator de preocupação é a valorização do dólar, que pode encarecer produtos importados, combustíveis e insumos utilizados pela indústria, aumentando as pressões sobre os preços internos. O cenário internacional, incluindo as incertezas sobre os juros nos Estados Unidos e os preços do petróleo, também influencia as decisões do Banco Central.

Com a manutenção da Selic, foi interrompida uma sequência de cinco cortes consecutivos iniciada em março, quando a taxa estava em 15% ao ano.


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