Eduardo pede pressão internacional para anular eleição de Lula

“Não reconheçam estas eleições”, pediu o filho de Jair Bolsonaro.

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou, na segunda-feira (26), na rede social X, um vídeo em inglês no qual pede que a comunidade internacional não reconheça a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e pressione pela anulação das eleições, sem apresentar provas de fraude.

“Não reconheçam estas eleições …. Sem dúvida, como disse Flávio, precisamos anular esta eleição. Ela foi claramente fraudulenta. Mas precisamos de pressão internacional”, afirmou o ex-parlamentar, que também pediu o compartilhamento da gravação.

Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Seu mandato parlamentar foi cassado em dezembro daquele ano. Em junho de 2026, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação, em razão de sua atuação nos Estados Unidos para pressionar o Judiciário brasileiro e impedir a análise da trama golpista.

Seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), também foi condenado e cumpre pena de mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

No vídeo, Eduardo cita os pouco mais de 9,05 milhões de votos obtidos, no primeiro turno, pelos candidatos derrotados Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). Com base nesses números, questiona como Lula poderia ter ampliado sua votação em mais de 10,3 milhões de votos entre os dois turnos e classifica o resultado como estatisticamente impossível.

O ex-deputado, porém, não considera o aumento da participação eleitoral. No segundo turno, mais de 128,1 milhões de brasileiros compareceram às urnas, ante cerca de 125 milhões no primeiro. As abstenções caíram de 33,4 milhões (21,08%) para 30,5 milhões (19,2%).

Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro, que recebeu 59,8 milhões de votos. O petista obteve aproximadamente 64,2 milhões.

Eduardo também questionou a decisão do ministro do STF Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação até as 19h, após um pedido da campanha petista, sob a justificativa de insuficiência de transporte público em algumas cidades.

O segundo turno foi marcado por denúncias de redução das frotas e dificuldades de deslocamento. O Ministério da Justiça identificou falhas na oferta de transporte coletivo em oito estados. A Polícia Federal (PF) abriu investigações sobre possíveis restrições ao transporte de eleitores em Sergipe, São Paulo, Alagoas, Piauí e Bahia.


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