O ex-deputado federal Paulo Delgado (MG), um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e cientista político, criticou a utilização da expressão “Exército de Lula” para designar o grupo de WhatsApp criado para mobilizar apoiadores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição.
Idealizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o grupo ultrapassou 8 milhões de usuários e se tornou uma das principais ferramentas de mobilização digital da candidatura petista no segundo turno das eleições. Janones é chamado de “general” pelos participantes e distribui “missões” aos integrantes e militantes, em uma dinâmica que utiliza referências à linguagem militar.
Delgado, que participou da Assembleia Nacional Constituinte e atualmente está afastado do PT, considera a nomenclatura inadequada e desrespeitosa com as vítimas da ditadura militar brasileira.
“Chamar de Exército de Lula é patético. Fere a memória de quem pediu reparação pelos crimes do regime militar. O PT nasceu para enfrentar os abusos do autoritarismo, não deveria adotar essa nomenclatura”, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo.




