Eduardo Bolsonaro defende novas sanções dos EUA a Moraes

O ministro foi sancionado por Washington em julho de 2025.

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu a possibilidade de os Estados Unidos retomarem as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo medidas previstas na Lei Magnitsky. A declaração foi feita na sexta-feira (9), em entrevista ao programa News Noite, da emissora SBT News.

Ao comentar a retirada das sanções americanas contra Moraes, Eduardo afirmou que a decisão não representa uma absolvição do ministro pelo governo dos Estados Unidos. Segundo ele, a medida apenas encerrou as restrições administradas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), vinculado ao Departamento do Tesouro americano.

O ex-deputado também argumentou que pessoas que prestem apoio financeiro ou de outra natureza a indivíduos sancionados podem ficar sujeitas a medidas semelhantes, indicando essa possibilidade como um caminho para a aplicação de novas sanções.

Moraes foi incluído na lista de sancionados em julho de 2025, com base na Lei Magnitsky Global. Seu nome foi retirado da lista de Cidadãos Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas (SDN, na sigla em inglês) em 12 de dezembro daquele ano.

Durante a entrevista, Eduardo afirmou que não pretende negociar com Moraes e apontou a aprovação de uma anistia ampla pelo Congresso Nacional ou a concessão de indulto como alternativas para retornar ao Brasil.

O ex-deputado declarou que voltaria ao país em janeiro caso a anistia fosse aprovada. Como alternativa, mencionou a promessa atribuída ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) de conceder indulto a pessoas que, segundo ele, seriam perseguidas pelo ministro.

Na quinta-feira (8), Moraes determinou o início do cumprimento da pena de Eduardo, condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, em um caso relacionado à tentativa de interferência no julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sobre a tentativa de golpe de Estado.

Questionado sobre a possibilidade de integrar um eventual governo de Flávio Bolsonaro, Eduardo afirmou que as indicações para os ministérios dependeriam do aval de Jair Bolsonaro.

Ele disse que, neste momento, sua prioridade é a eleição do irmão e que estará à disposição caso seja convidado para ocupar algum cargo.


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