O Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, elevou as taxas de juros pela primeira vez em mais de três anos e sinalizou que novos aumentos podem ocorrer em uma tentativa de conter a inflação nos Estados Unidos.
A taxa básica foi elevada da faixa de 3,5% a 3,75% para 3,75% a 4% em decisão unânime, apesar da oposição do presidente norte-americano Donald Trump, que havia defendido a redução dos juros.
O novo presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que a decisão foi tomada porque “a inflação está muito alta e já dura muito tempo”. Segundo ele, a medida foi “sóbria” e “responsável”.
Após o anúncio, Trump manifestou apoio a Warsh, mas classificou o conselho do Fed, responsável pelas decisões sobre os juros, como “hostil”.
Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (16), Warsh afirmou que, apesar de haver “uma atitude de otimismo” na liderança do banco central, a inflação continua sendo um problema. O Fed tem como meta manter a inflação em 2% ao ano.
Warsh destacou que a inflação dos EUA permanece acima da meta “há mais de cinco anos”. O cenário contribuiu para que o custo de vida se tornasse uma das principais preocupações dos eleitores americanos, com impactos sobre combustíveis, bens e serviços.
Segundo o presidente do Fed, o banco central “não pode afetar nenhum preço individual — sejam os preços do petróleo, sejam os preços dos alimentos no supermercado” —, mas pode atuar para evitar que aumentos específicos se espalhem pela economia.
Ele também afirmou que a força do mercado de trabalho e da economia mantém o foco do Fed na estabilidade de preços e que pessoas de menor renda tendem a se beneficiar mais de uma inflação baixa.
Os bancos centrais costumam elevar os juros para desestimular o consumo e estimular a poupança, reduzindo a pressão sobre os preços. Em contrapartida, juros mais altos podem levar empresas a adiar investimentos e afetar o crescimento econômico.




