A taxa de mortalidade dos Estados Unidos caiu para o menor nível já registrado em 2025, segundo dados provisórios divulgados nesta quinta-feira (2) pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
De acordo com o Relatório de Estatísticas Vitais de Divulgação Rápida, a taxa de mortalidade foi de 689,2 mortes por 100 mil habitantes, uma redução de 4,6% em relação a 2024 e o menor índice da série histórica do país.
As principais causas de morte permaneceram as doenças cardíacas e o câncer, seguidos por lesões não intencionais, acidente vascular cerebral (AVC), doenças respiratórias crônicas, doença de Alzheimer e diabetes.
Em comparação com 2024, as sete principais causas de morte permaneceram as mesmas, mas houve mudanças nas últimas posições do ranking. Enquanto, em 2024, figuravam entre as dez principais causas a nefrite, a doença hepática crônica e a morte autoinfligida, em 2025, a gripe, a pneumonia e a doença renal passaram a ocupar essas posições. A doença hepática crônica permaneceu entre as dez principais causas de morte nos Estados Unidos.
O relatório também aponta que as taxas de mortalidade foram mais elevadas entre homens, idosos e pessoas negras.
Segundo o CDC, a mortalidade caiu entre 2024 e 2025 em praticamente todos os grupos demográficos, com exceção dos indígenas americanos e nativos do Alasca, dos nativos havaianos e de outras ilhas do Pacífico e da população asiática.
Embora a taxa de mortalidade entre pessoas com 85 anos ou mais também tenha diminuído, esse grupo continuou registrando os índices mais elevados entre todas as faixas etárias. O relatório destaca ainda que, apesar da redução observada em diferentes grupos raciais e étnicos, a população negra manteve a maior taxa de mortalidade entre todos os grupos analisados.
Os dados utilizados no levantamento foram obtidos por meio do Sistema Nacional de Estatísticas Vitais e abrangem cerca de 99% dos óbitos registrados nos Estados Unidos em 2025.
O CDC ressalta, no entanto, que os números são provisórios e apresentam algumas limitações. Entre elas, estão diferenças nos prazos de envio das certidões de óbito entre as jurisdições, possíveis erros na classificação racial e mudanças na metodologia das estimativas populacionais entre 2024 e 2025.
Apesar dessas limitações, a agência afirma que o relatório oferece um panorama confiável das tendências de mortalidade no país e fornece informações preliminares que podem orientar pesquisadores, gestores públicos e a formulação de políticas voltadas à redução da mortalidade.




