A Grã-Bretanha, a França e a Alemanha emitiram, nesta quarta-feira (24), uma rara declaração conjunta manifestando preocupação com as atividades chinesas a leste da ilha democrática de Taiwan, após o envio de patrulhas da guarda costeira chinesa à região no início do mês.
As representações diplomáticas dos três países europeus em Taipei afirmaram que a nova atividade chinesa, não detalhada publicamente, representa risco à estabilidade regional. O comunicado conjunto ressaltou a oposição a qualquer tentativa de alteração unilateral do status quo, especialmente por meio de coerção ou uso da força, além de defender a liberdade de navegação e a segurança do tráfego marítimo internacional.
A China afirmou que as ações realizadas no período correspondem a uma “operação de fiscalização do tráfego marítimo e levantamento hidrográfico”. A mídia estatal chinesa declarou ainda que as atividades servem como “aviso” ao Japão e às Filipinas, em meio a discussões sobre delimitações marítimas consideradas sensíveis pelo regime de Pequim.
Na terça-feira (23), a China enviou seu mais novo porta-aviões através do Estreito de Taiwan, poucas horas após Taiwan iniciar exercícios militares de cinco dias voltados à simulação de resposta a uma possível escalada militar. Segundo o Ministério da Defesa taiwanês, os treinamentos têm como objetivo aumentar a prontidão operacional diante de cenários de “zona cinzenta”, que envolvem ações agressivas abaixo do limiar de conflito armado direto.
O Ministério das Relações Exteriores chinês não comentou imediatamente as declarações europeias. Nos últimos anos, a China intensificou sua presença militar próxima a Taiwan, com o envio frequente de aeronaves e embarcações, além de exercícios militares em larga escala, aumentando as tensões na região do Indo-Pacífico.




