Um voo da companhia aérea Air France, de Paris com destino à cidade de Detroit, nos Estados Unidos, foi redirecionado para o Canadá após um passageiro procedente da República Democrática do Congo ter embarcado “por engano”, em meio às restrições impostas pelos Estados Unidos devido ao atual surto de Ebola na África Central, informaram autoridades na quarta-feira (20).
Segundo um porta-voz da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês), a agência adotou uma “medida decisiva” ao impedir o pouso do voo no Aeroporto Metropolitano Wayne County de Detroit.
“Devido às restrições de entrada implementadas para reduzir o risco do vírus Ebola, o passageiro não deveria ter embarcado no avião”, disse o porta-voz em comunicado.
O voo AF 378 partiu de Paris na quarta-feira e, após determinação das autoridades norte-americanas, foi desviado para o Aeroporto Internacional Trudeau, em Montreal, no Canadá, onde pousou pouco depois das 17h (horário do leste dos EUA), informou a Air France.
“Não houve nenhuma emergência médica a bordo e, como todas as companhias aéreas, a Air France é obrigada a cumprir os requisitos de entrada dos países em que opera”, disse um porta-voz da empresa à imprensa norte-americana.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) anunciou restrições à entrada de não cidadãos americanos (turistas) que tenham estado no Congo, Sudão do Sul ou Uganda nas últimas três semanas. A medida tem validade inicial de 30 dias.
Em comunicado publicado, a CBP e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) determinaram que voos com passageiros enquadrados nessas condições devem pousar no Aeroporto Internacional Washington-Dulles, no estado da Virgínia, onde há estrutura reforçada de triagem sanitária.
“As restrições entram em vigor nesta quinta-feira e se aplicam a qualquer pessoa que tenha saído ou estado presente de alguma forma nesses três países nos 21 dias anteriores à data de sua entrada ou tentativa de entrada nos EUA”, informou o documento.
“A Alfândega e Proteção de Fronteiras continua a coordenar com companhias aéreas, parceiros internacionais e autoridades nos portos de entrada para identificar e gerenciar viajantes que possam ter sido expostos ao vírus Ebola”, afirmou o DHS.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o atual surto de Ebola já provocou mais de 139 mortes e mais de 600 casos suspeitos, a maioria na República Democrática do Congo.
A OMS também informou que uma vacina contra a cepa Bundibugyo, associada ao surto, ainda pode levar meses para ser testada em humanos, sem garantia de eficácia.




