As forças militares dos Estados Unidos interceptaram e apreenderam um navio petroleiro próximo à costa da Venezuela nesta quarta-feira (10). O presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou o episódio durante um evento com empresários na Casa Branca, nesta tarde. Veja o vídeo aqui.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre o nome do petroleiro, a bandeira sob a qual ele navegava ou o ponto exato em que ocorreu a abordagem.
O caso acontece em meio a um amplo reforço da presença militar dos EUA na região do Caribe, que inclui o envio do porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, caças F-35 de 5ª geração e dezenas de milhares de soldados em Porto Rico. Washington afirma que a operação tem como objetivo intensificar o combate ao tráfico internacional de drogas. Já o regime da Venezuela afirma que a verdadeira finalidade seria derrubar o ditador Nicolás Maduro e o regime chavista.
A notícia da apreensão fez o preço do petróleo subir nos mercados internacionais, revertendo a tendência de queda observada no início do dia.
Membro fundador da OPEP, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a Venezuela exportou mais de 900 mil barris de petróleo por dia no mês passado, a terceira maior média mensal do ano até agora. O aumento foi impulsionado, sobretudo, pela elevação das importações de nafta pela estatal PDVSA, usada para diluir o petróleo cru pesado produzido no país.
Apesar da crescente pressão política e diplomática sobre o regime de Nicolás Maduro, Washington vinha evitando interferir diretamente no fluxo de petróleo venezuelano. Trump, contudo, já havia levantado repetidas vezes a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela nas últimas semanas.




