O senador americano Bernie Moreno, do Partido Republicano, declarou que o regime de Nicolás Maduro na Venezuela “está quase no fim” e o chamou de “o criminoso e traficante de drogas que mais destruiu este grande país”. Em entrevista à Rádio La W, durante visita à Colômbia, afirmou que “o reinado de terror de Maduro na Venezuela está quase no fim” e que não vê possibilidade de ele permanecer no poder até o final do ano.
“O povo venezuelano não suporta mais essa gente comandando este grande país. São pessoas incríveis, incrivelmente inteligentes e trabalham muito duro. E ter um traficante de drogas, um terrorista, comandando o país nesta situação… acho que os venezuelanos não aguentam por muito mais tempo”, disse Moreno. Ele reiterou apoio à ofensiva de Washington contra o regime chavista, que inclui recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à captura de Maduro.
Na quinta-feira (14), durante o 10º Congresso Empresarial Colombiano, em Cartagena das Índias, o legislador norte-americano reforçou suas projeções sobre o futuro do ditador venezuelano. “Não toleraremos um narcoterrorista que cause danos aos Estados Unidos. Trataremos os terroristas como os Estados Unidos os trataram no passado. Não o vejo no cargo além do final deste ano”, afirmou.
Washington acusa Maduro de tráfico de drogas e terrorismo desde 2020. Em janeiro de 2025, a recompensa por sua captura subiu de US$ 15 milhões para US$ 25 milhões e, recentemente, foi elevada para US$ 50 milhões. Segundo a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, “Maduro usa organizações terroristas estrangeiras como Sinaloa e o Cartel dos Sóis para trazer drogas letais e violência para o nosso país”. Moreno destacou que a recompensa é “o dobro da oferecida por Osama bin Laden” e citou mobilização militar dos EUA no Caribe e no Golfo do México.
O senador colombiano Carlos Pinzón acrescentou que o fim do regime de Maduro beneficiaria a Colômbia, reduzindo a violência e o narcotráfico. Durante a visita, Moreno e Gallego se reuniram com prefeitos e candidatos presidenciais colombianos, além de agendarem encontro com o presidente Gustavo Petro, de esquerda, e uma coletiva do think tank Atlantic Council sobre cooperação bilateral e situação venezuelana.




