A taxa de abstenção no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 foi de aproximadamente 19,22%, o equivalente a mais de 30,5 milhões de eleitores que deixaram de votar. Esse foi o menor índice registrado em uma disputa presidencial de segundo turno em 20 anos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2006, o percentual havia sido de 18,99%, apenas 0,23 ponto percentual abaixo do registrado neste ano.
A redução ocorre após uma campanha do Partido dos Trabalhadores (PT) para estimular o comparecimento dos eleitores no segundo turno. A mobilização esteve entre as prioridades da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, que buscou incentivar a participação de pessoas que não haviam votado na primeira etapa da eleição.
O índice de 2026 também ficou abaixo dos registrados nas últimas disputas presidenciais. Em 2022, a abstenção foi de 20,58%; em 2018, de 21,30%; em 2014, de 21,10%; e, em 2010, de 21,50%.
Em 2002, a taxa de abstenção no segundo turno foi de 20,47%. Já em 1998, não houve segundo turno na eleição presidencial.
A queda também foi observada na comparação entre as duas etapas da votação deste ano. No primeiro turno, 21,08% dos eleitores aptos a votar não compareceram às urnas, o equivalente a aproximadamente 33,4 milhões de pessoas. No segundo turno, o percentual recuou para 19,22%, uma redução de 1,86 ponto percentual.




