Boulos anuncia pedido de prisão de Nunes por frota reduzida

Segundo Boulos, há um precedente semelhante em Salvador.

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), anunciou nas redes sociais que solicitará a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), alegando descumprimento da determinação judicial que exigiu a circulação de 100% da frota municipal de ônibus neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições.

Segundo Boulos, há um precedente semelhante em Salvador, onde o Partido dos Trabalhadores (PT) pediu a prisão do prefeito Bruno Reis (União Brasil) em razão de problemas na operação do transporte público durante a votação.

Além de Nunes, o pedido mencionado por Boulos deverá incluir o secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges. A solicitação deverá ser encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

Às 13h20 deste domingo, apenas 71,7% da frota municipal de ônibus da capital paulista estava em circulação, segundo dados do Infobus, aplicativo que monitora os veículos em tempo real. Dos 13.790 ônibus da frota da SPTrans, 9.892 estavam em operação, incluindo os estacionados nos pontos inicial e final das linhas, enquanto 3.898 permaneciam nas garagens.

Na sexta-feira (23), a Justiça Eleitoral determinou que a Prefeitura e a SPTrans disponibilizassem 100% da frota prevista para os dias úteis, com frequência equivalente à de um dia normal de trabalho. A decisão prevê multa individual de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado.

A administração municipal informou que comunicou as concessionárias sobre a determinação no sábado (24), mas alegou que o prazo reduzido dificultou a mobilização dos trabalhadores.

Em algumas linhas, a quantidade de ônibus nas garagens superava a de veículos em circulação. Na linha Vila Carrão–Praça da Sé, por exemplo, apenas um dos 17 ônibus previstos estava em operação no início da tarde.


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