Irã afirma ter fechado novamente o Estreito de Ormuz

Cerca de 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz.


O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, afirmou neste sábado (20) que deverá viajar nos próximos dias à Suíça para participar de negociações com o Irã, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio.

Segundo relatos da imprensa internacional, a situação se agravou neste sábado após o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados globalmente. O regime iraniano justificou a medida alegando violações do cessar-fogo por parte dos Estados Unidos e de Israel e alertou embarcações na região sobre riscos de segurança.

As declarações ocorrem enquanto Washington e Teerã tentam avançar em um acordo intermediário assinado na última quarta-feira (17) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, com o objetivo de encerrar um conflito de quase quatro meses.

Em entrevista à emissora norte-americana Fox News, Vance afirmou não ver evidências de que o Estreito de Ormuz esteja de fato fechado e disse confiar na manutenção do cessar-fogo. Ele também indicou que negociadores norte-americanos, incluindo Jared Kushner e Steve Witkoff, já estavam na Suíça conduzindo discussões técnicas, e avaliou que os preparativos avançavam de forma positiva.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou que sua delegação deveria seguir para a Suíça ainda no mesmo dia. O país europeu informou que segue oferecendo um ambiente discreto para as conversas, sem divulgar detalhes sobre participantes ou o conteúdo das reuniões.

Paralelamente, a escalada de violência continuou no Líbano, envolvendo o Hezbollah e forças israelenses, apesar de relatos de cessar-fogo. Autoridades locais informaram que ataques aéreos israelenses atingiram diferentes regiões do sul do Líbano e do Vale do Beqaa neste sábado, com dezenas de mortos, segundo serviços de defesa civil do país.

O acordo em negociação prevê, segundo informações divulgadas, medidas como alívio de sanções ao Irã, desbloqueio de ativos e flexibilização de exportações de petróleo, além de um fundo de reconstrução estimado em US$ 300 bilhões, condicionado à estabilidade do cessar-fogo e ao avanço das tratativas diplomáticas.