A desaprovação da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou três pontos percentuais desde março, segundo pesquisa Alfa divulgada na quinta-feira (11).
De acordo com o levantamento, a desaprovação passou de 53% para 56% no período, enquanto a aprovação caiu de 46% para 42%.
No recorte regional, o Nordeste é a única região do país onde Lula apresenta índice de aprovação superior ao de desaprovação, com 61%. Nas demais regiões, a maioria dos entrevistados avalia negativamente a administração. O Sul registra a maior taxa de desaprovação, com 66%.
Entre os eleitores do sexo masculino, a desaprovação chega a 59%, enquanto 39% aprovam a gestão. Já entre as mulheres, 45% aprovam e 53% desaprovam o governo.
A pesquisa também analisou os índices por escolaridade. A maior aprovação aparece entre a população analfabeta, com 53%, enquanto a maior desaprovação está entre eleitores com pós-graduação, alcançando 62%.
No recorte religioso, os evangélicos apresentam o maior índice de desaprovação, com 63%. Já entre umbandistas, candomblecistas e praticantes de outras religiões de matriz afro-brasileira, a desaprovação é de 22%, enquanto a aprovação chega a 78%.
Sobre a qualidade de vida no país, 42% dos entrevistados afirmam que houve melhora desde o início do mandato, enquanto 52% avaliam que piorou e 6% dizem que não houve alteração.
Entre os eleitores que se declaram politicamente neutros, 68% percebem uma piora na qualidade de vida. Em relação aos rumos do país, 53% acreditam que o governo está seguindo na direção errada, contra 33% que avaliam que o Brasil está no caminho certo.
Apesar de ser um dos pré-candidatos à disputa presidencial de 2026, Lula não é considerado merecedor de um novo mandato por 57% dos entrevistados. Outros 40% afirmam que o presidente merece ser reeleito, e 3% não responderam.
A maioria dos eleitores que declararam intenção de votar em Lula avalia que ele merece a reeleição. Entre os demais grupos, prevalece a percepção de que o atual mandato deve ser o último. Entre os eleitores que pretendem votar em branco ou nulo, esse índice chega a 82%.
A pesquisa Alfa ouviu 1.400 eleitores em todo o Brasil entre os dias 5 e 10 de junho. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03496/2026.




