Justiça prorroga prisão de Milton Leite por mais 30 dias

O ex-presidente da Câmara está preso desde 18 de setembro.

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A Justiça de São Paulo prorrogou por mais 30 dias a prisão temporária de Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal da capital paulista. A decisão também abrange outros investigados na Operação Vectura Corrupta, que apura suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da cidade.

Milton Leite está preso desde 18 de setembro, quando se apresentou à Polícia Civil em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. A operação investiga possíveis relações entre integrantes da facção criminosa, empresários do setor de transporte e agentes públicos.

Segundo as investigações, mensagens encontradas em celulares apreendidos mencionam o ex-vereador em conversas sobre decisões estratégicas envolvendo empresas de ônibus, incluindo a UPBus. Os investigadores também apuram a suspeita de que ele seria o proprietário de fato da Transwolff, hipótese negada pelo político.

A defesa de Milton Leite já havia solicitado sua libertação por meio de habeas corpus, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o pedido liminar em setembro. Os advogados também alegaram que o ex-vereador enfrenta problemas de saúde e solicitaram, alternativamente, a concessão de prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

O ex-presidente da Câmara nega todas as acusações e afirma confiar na Justiça. A investigação segue em andamento, e as suspeitas ainda dependem de apuração e análise judicial.


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