Flávio propõe cortes de gastos e redução de impostos

O plano de Flávio prevê também estímulos à iniciativa privada.

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Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, apresenta uma agenda econômica voltada à redução das despesas públicas, à diminuição da carga tributária e ao estímulo à iniciativa privada para o período de 2027 a 2030, caso seja eleito presidente.

Entre as principais propostas estão a redução do número de ministérios, o corte de cargos comissionados e a diminuição das despesas administrativas. O programa também prevê mudanças nas regras fiscais, com o objetivo de controlar o crescimento dos gastos públicos e estabilizar a dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

Na área tributária, a proposta defende a redução de impostos, inclusive sobre a energia elétrica e os combustíveis, além da revisão das exceções previstas na reforma tributária. A implementação das medidas, porém, dependeria da definição do impacto sobre as receitas do governo e da aprovação de eventuais mudanças legislativas.

O plano também contempla a retomada do Programa Nacional de Desestatização e a ampliação das concessões à iniciativa privada. Entretanto, o coordenador econômico da campanha, Adolfo Sachsida, afirmou que a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal não seriam privatizados em um eventual governo.

Outro eixo da agenda é a desburocratização da economia, com a simplificação dos procedimentos para a abertura de empresas, a digitalização dos serviços públicos e a redução das exigências regulatórias. A campanha também prevê medidas para facilitar o acesso de micro, pequenas e médias empresas à atividade econômica.

Na área do endividamento, a equipe econômica anunciou a intenção de criar um programa de renegociação de dívidas destinado a mais de 100 milhões de brasileiros. Os detalhes sobre as condições, o financiamento e o alcance da iniciativa ainda precisariam ser definidos.

Para o agronegócio, as propostas incluem a ampliação do seguro rural, a melhoria da infraestrutura de transporte e armazenamento e o incentivo à produção nacional de fertilizantes. O programa também prevê investimentos no setor energético e defende a exploração de petróleo na Margem Equatorial.

Em relação às políticas sociais, Flávio Bolsonaro declarou que pretende preservar a política de valorização do salário mínimo e manter programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A agenda econômica combina medidas de orientação liberal, como a redução de impostos, o controle das despesas públicas e o incentivo à iniciativa privada, com a manutenção de programas sociais e de empresas estatais consideradas estratégicas.

Os efeitos das propostas sobre o crescimento econômico, a inflação, os juros e o câmbio dependeriam da execução das medidas, da aprovação pelo Congresso Nacional e das condições econômicas internas e internacionais. A definição das fontes de financiamento e das metas fiscais será fundamental para avaliar a viabilidade das iniciativas.


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