O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (16) que a saída do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do governo seria “o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer”. A declaração foi feita durante sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo.
Questionado sobre suas propostas para controlar os gastos públicos, Flávio afirmou que pretende manter a política de reajuste do salário mínimo acima da inflação. Ele também negou que pretenda desvincular o reajuste das aposentadorias do salário mínimo ou alterar a Constituição para eliminar os pisos de investimento em saúde e educação.
Durante a entrevista, o senador criticou as declarações de Lula sobre suas propostas econômicas e afirmou que o adversário estaria disseminando informações falsas sobre seus planos para o funcionalismo público e as empresas estatais.
“O meu concorrente está promovendo um verdadeiro terrorismo em cima dos servidores públicos e das estatais, dizendo que eu acabaria com as aposentadorias, com os servidores públicos, que eu privatizaria o Banco do Brasil, a Caixa e a Petrobras, enfim, um monte de coisa. E o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”, declarou.
O plano econômico de Flávio prevê a redução dos gastos públicos, o enxugamento da estrutura administrativa federal e a criação de novas regras fiscais para conter o crescimento da dívida pública.
Entre as medidas anunciadas estão o corte de pelo menos dez ministérios, a redução do número de cargos comissionados e o combate a supersalários e benefícios considerados excessivos no serviço público. A campanha também defende a diminuição de impostos e a revisão de despesas consideradas ineficientes.
Entretanto, o programa ainda não detalha integralmente como todas as medidas seriam implementadas nem apresenta uma regra fiscal completa para alcançar os objetivos anunciados.
A declaração ocorre em meio à disputa presidencial de segundo turno das eleições de 2026, marcada por divergências entre os candidatos sobre o tamanho do Estado, o controle das contas públicas e os caminhos para estimular o crescimento econômico.




