Ataques russos contra a cidade de Zaporíjia, no sudeste da Ucrânia, deixaram ao menos 12 mortos, incluindo três crianças, neste sábado (10), segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Outras 12 pessoas ficaram feridas, duas delas em estado crítico.
De acordo com autoridades ucranianas, as forças russas lançaram cinco bombas aéreas guiadas contra bairros residenciais durante a manhã, atingindo dois edifícios. Equipes de emergência realizaram operações de resgate para retirar as vítimas que ficaram presas sob os escombros.
“Hoje, a Rússia expressou seu agradecimento pelo levantamento das sanções sobre as exportações de diesel ao lançar cinco bombas sobre edifícios residenciais em Zaporíjia. Até agora, lamentavelmente, 12 pessoas foram confirmadas como mortas, incluindo três crianças”, escreveu Zelensky na rede social X.
Os ataques ocorreram um dia depois de a Ucrânia atingir um terminal de carga e descarga de petróleo em território russo. Também aconteceram horas após os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, anunciarem um acordo temporário para suspender as sanções americanas sobre o diesel russo, com o objetivo de ampliar a oferta global e reduzir os preços do combustível.
Segundo Trump, Moscou concordou em fornecer diesel aos mercados internacionais.
A ofensiva também ocorreu após uma reunião entre autoridades ucranianas e europeias em Miami, nos Estados Unidos, realizada na sexta-feira (9), como parte de uma nova iniciativa diplomática para buscar o fim da guerra iniciada em 2022.
Um correspondente da agência AFP acompanhou os trabalhos de resgate. O voluntário Daniil Pishkin relatou ter visto pessoas soterradas, incluindo uma mulher, seu marido e uma criança. Segundo ele, duas pessoas foram retiradas dos destroços, mas uma menina morreu.
Irina, de 69 anos, moradora de um dos edifícios atingidos, afirmou à AFP que conseguiu se abrigar no banheiro após receber um alerta de ataque aéreo. Ela relatou que dois vizinhos morreram durante o bombardeio.
“Eles tinham 75 anos. Foram simplesmente arremessados para fora, na rua. Não conseguiram chegar ao hospital”, disse.




