As tropas militares dos Estados Unidos deixaram oficialmente o Iraque nesta quarta-feira (30), encerrando a missão militar americana no país após mais de duas décadas de presença. A saída das últimas forças ocorreu na base aérea de Erbil, na região autônoma do Curdistão, no norte do Iraque.
A retirada encerra a Operação Inherent Resolve, criada em 2014 para combater o Estado Islâmico (ISIS). O grupo havia conquistado grandes áreas do Iraque e da Síria, mas perdeu o controle territorial no Iraque em 2017. Segundo o Pentágono, a campanha derrotou o ISIS como força militar organizada no país.
A presença militar americana no Iraque começou em 2003, quando os EUA invadiram o país para derrubar o ditador Saddam Hussein. As tropas deixaram o território em 2011, mas retornaram em 2014, após o avanço do Estado Islâmico e a pedido do governo iraquiano.
Washington e Bagdá haviam firmado, em 2024, um acordo para encerrar gradualmente a missão da coalizão internacional. A maior parte das tropas americanas já havia deixado o país, enquanto um contingente reduzido permanecia no Curdistão.
O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, classificou a retirada como o início de uma nova fase de soberania nacional. O governo iraquiano assumirá a responsabilidade pela segurança do país, enquanto os EUA manterão apoio pontual por meio de treinamento e compartilhamento de inteligência.
A saída, porém, ocorre em um cenário de incerteza. Autoridades curdas manifestaram preocupação com a retirada dos sistemas de defesa aérea americanos e com uma possível retomada da atividade do Estado Islâmico. Ao mesmo tempo, grupos armados apoiados pelo regime do Irã celebraram a saída das tropas americanas.
O acordo de retirada foi firmado em 2024, durante o governo de Joe Biden, e concluído pela atual administração de Donald Trump.




