Trump suspende tarifas e diz ter definido acordo da Groenlândia

O acordo foi feito entre Trump e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte.


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na tarde desta quarta-feira (21) que se reuniu com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, e que ambos estabeleceram uma “estrutura para um futuro acordo em relação à Groenlândia e, na verdade, a toda a região do Ártico”. Segundo Trump, em razão dessa estrutura — cujos detalhes não foram divulgados — Washington deixará de impor tarifas a aliados europeus que se recusarem a atender às exigências norte-americanas de controle da Groenlândia.

De acordo com o presidente americano, os países europeus anteriormente ameaçados com tarifas eram a Dinamarca, a Noruega, a Suécia, a França, a Alemanha, o Reino Unido, os Países Baixos e a Finlândia.

Mais cedo, Trump também declarou a líderes europeus reunidos na reunião anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que não enviará tropas dos Estados Unidos para tomar a Groenlândia da Dinamarca. Apesar disso, reiterou a exigência de posse da ilha e voltou a ameaçar consequências econômicas e de segurança caso os Estados Unidos não obtenham o que desejam.

Discursando diante de chefes de Estado, empresários e outras lideranças globais, o presidente norte-americano afirmou repetidamente que os Estados Unidos precisam da Groenlândia por razões de segurança nacional. Segundo ele, apenas Washington teria capacidade suficiente para defender o território de ameaças externas da China e da Rússia, acrescentando que a defesa só faria sentido se a ilha fosse de propriedade norte-americana, e não apenas arrendada.

Em seu discurso, Trump pediu “negociações imediatas” para discutir a transferência da soberania da Groenlândia da Dinamarca para os Estados Unidos e ironizou países europeus, chamando-os de dependentes de Washington. “Sem nós, a maioria dos países [europeus] nem funcionaria”, afirmou.

O discurso sintetizou a abordagem do presidente americano em seu segundo mandato, marcada pela alternância entre pressão e constrangimento público de aliados tradicionais, em busca de um objetivo que Trump considera central para seu legado: a expansão da presença física dos Estados Unidos no mundo.

“Provavelmente não conseguiremos nada a menos que eu decida usar força excessiva, o que nos tornaria, francamente, imparáveis”, disse o presidente norte-americano em Davos. “Mas eu não farei isso. Essa é provavelmente a declaração mais importante, porque as pessoas pensavam que eu usaria a força. Eu não preciso usar a força. Eu não quero usar a força. Eu não usarei a força. Tudo o que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamado Groenlândia.”