O Ministério das Relações Exteriores divulgou nesta terça-feira (13) uma nota na qual afirma que o Brasil acompanha “com preocupação” a evolução dos protestos no Irã, registrados desde 28 de dezembro.
Inicialmente, os atos tinham como foco a má situação econômica do país, mas a repressão violenta por parte do regime iraniano levou os manifestantes a pedir o fim do regime dos aiatolás, que governam o Irã desde a Revolução de 1979.
No comunicado, o Itamaraty lamenta as mortes registradas desde o início das manifestações. Segundo a agência Reuters, cerca de duas mil pessoas morreram em decorrência dos protestos. O governo brasileiro também declara que “cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país”.
“O Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo”, diz a nota.
A manifestação do governo brasileiro ocorre em um contexto de aumento das tensões envolvendo Teerã. Na segunda-feira (12), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá impor uma tarifa de 25% a países que fizerem negócios com o Irã. Segundo o republicano, a medida passa a valer imediatamente.
O Brasil pode ser impactado pela decisão devido à relação comercial com o Irã. Em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do país, principalmente ureia, pistache e uvas secas. Já as exportações somaram US$ 2,9 bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar.
Na nota divulgada nesta terça-feira, o Itamaraty informa que, até o momento, não há registros de brasileiros entre os mortos e feridos no Irã.
“O Itamaraty, por meio da Embaixada do Brasil em Teerã, mantém-se atento às necessidades da comunidade brasileira no Irã”, diz a nota.




