O número de mortos nos protestos generalizados que tomaram as ruas do Irã há quase duas semanas subiu para 203 neste domingo (11), segundo um grupo de ativistas que monitora a situação no país.
O novo balanço de vítimas ocorre em meio a denúncias de violência policial feitas por manifestantes. O chefe da polícia do Irã, Ahmad-Reza Radan, afirmou neste domingo que “o nível de confronto contra os manifestantes se intensificou”.
O grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos, informou que o total de mortos chegou a 203, de acordo com a agência de notícias Reuters.
Também neste domingo, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu que a população mantenha distância do que chamou de “terroristas e badernistas” e afirmou buscar uma via de diálogo com os manifestantes. Ao mesmo tempo, acusou os Estados Unidos e Israel de “semear caos e desordem” no país.
Em meio aos protestos, a Guarda Revolucionária do Irã, importante ator militar com foco na defesa do regime do aiatolá Ali Khamenei, declarou que a proteção da segurança nacional é um ponto inegociável.
Ainda neste domingo, o governo iraniano ameaçou retaliar contra Israel e bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio caso o país seja alvo de um bombardeio norte-americano. A declaração ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar intervir na crise caso o regime iraniano mate manifestantes pacíficos.
“Sejamos claros: em caso de ataque ao Irã, os territórios ocupados [Israel], assim como todas as bases e navios dos EUA, serão nossos alvos legítimos”, afirmou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, segundo a Reuters.
No sábado (10), Trump reiterou as ameaças ao declarar que o Irã está “buscando a liberdade” e que os norte-americanos estão “prontos para ajudar”. A imprensa dos Estados Unidos informou que o presidente americano avalia como reagir à crise. Segundo o jornal The New York Times (NYT), Trump foi informado por integrantes de seu governo sobre opções disponíveis para um ataque militar. Já o site Axios afirmou que ele considera diferentes alternativas para apoiar os manifestantes iranianos.
Pezeshkian afirmou ainda que o governo está pronto para “ouvir seu povo” e que está determinado a enfrentar os problemas econômicos do país.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, discutiu com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a possibilidade de uma intervenção no Irã durante uma conversa telefônica no sábado, segundo a Reuters.




