O futuro de bilhões de barris de petróleo venezuelano aos quais empresas estrangeiras têm direito, segundo os acordos atuais, passou a ser alvo de incerteza após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos no fim de semana.
Empresas estatais chinesas e russas detêm algumas das maiores reivindicações sobre o petróleo do país latino-americano, segundo analistas do Morgan Stanley, incluindo Martijn Rats, em relatório. Ainda assim, esses ativos são amplamente superados pelos mais de 200 bilhões de barris sob controle da Petróleos de Venezuela SA (PDVSA).
Direitos de empresas estrangeiras sobre o petróleo venezuelano, conforme o Morgan Stanley:
• Sinopec Group (China) — 2,8 bilhões de barris;
• Roszarubezhneft (Rússia) — 2,3 bilhões;
• CNPC (China) — 1,6 bilhão;
• Chevron (EUA) — 900 milhões;
• PetroVietnam (Vietnã) — 600 milhões;
• Eni (Itália) — 500 milhões;
• CT Energy Holding (Venezuela) — 300 milhões;
• Repsol (Espanha) — 200 milhões;
• Suelopetrol (Venezuela) — 100 milhões.
A China Petroleum & Chemical, conhecida como Sinopec, teria direito a cerca de 2,8 bilhões de barris na Venezuela, seguida pela Roszarubezhneft e pela China National Petroleum (CNPC), segundo o banco, com base em dados da consultoria Wood Mackenzie. A russa Roszarubezhneft adquiriu, em 2020, os ativos que pertenciam à Rosneft PJSC no país.
De acordo com informações disponíveis em seus sites, as empresas indianas ONGC Videsh e Indian Oil também mantêm direitos menores sobre recursos petrolíferos venezuelanos. Além disso, empresas chinesas de menor porte firmaram acordos de partilha de produção com a PDVSA, como Anhui Guangda Mining Investment, Anhui Erhuan Petroleum Group e China Concord Resources, segundo Michal Meidan, chefe de pesquisas sobre energia da China no Oxford Institute for Energy Studies.




