A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de domingo (4), que a Venezuela e os EUA estabeleçam uma relação equilibrada e respeitosa, após a queda do ditador Nicolás Maduro.
Em mensagem publicada no Telegram, intitulada “uma mensagem da Venezuela para o mundo e para os EUA”, Delcy afirmou que o país sul-americano “reafirma seu compromisso com a paz e a coexistência pacífica”.
“Donald Trump, nossos povos e nossa região merecem respeito e diálogo, não guerra. Essa sempre foi a mensagem do presidente Nicolás Maduro, e é a mensagem de toda a Venezuela agora. Essa é a Venezuela em que acredito e à qual dedico minha vida. Sonho com uma Venezuela em que todos os bons venezuelanos se unam”, escreveu.
A líder interina acrescentou que a Venezuela deseja viver sem ameaças externas, em um ambiente de respeito e cooperação internacional. “Priorizamos uma relação respeitosa e equilibrada entre os EUA, a Venezuela e todos os países da região, baseada em soberania, igualdade e não interferência. Esses princípios guiam nossa diplomacia”, afirmou, ao pedir que os Estados Unidos colaborem com essa agenda.
O governo Trump demonstrou ter aceitado, por ora, a permanência de Delcy no Palácio de Miraflores. O secretário de Estado americano e principal voz a favor de uma intervenção na Venezuela, Marco Rubio, disse estar aberto a negociar com a vice de Maduro e outros líderes chavistas, desde que tomem “boas decisões”. Trump, por sua vez, adotou um tom mais duro e fez ameaças à dirigente venezuelana.
“Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro”, afirmou o republicano, em entrevista, no domingo, à revista The Atlantic. “Reconstruir o país e mudar o regime, como quiser chamar, é bem melhor do que acontece agora, porque [a situação na Venezuela] não tem como piorar.”
No domingo, Delcy recebeu o aval das Forças Armadas da Venezuela para governar o país. Já na noite de sábado (3), a Câmara Constitucional do Supremo Tribunal da Venezuela havia determinado que ela assumisse o comando interino do país.




