Nicolás Maduro caiu neste sábado (3), após ser capturado pelos Estados Unidos em Caracas, capital da Venezuela. Em levantamento exclusivo do The São Paulo News, líderes da América do Sul reagiram de forma dividida aos ataques dos EUA ao país.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente a operação dos EUA. O petista afirmou que “os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”, classificando a ação como “flagrante violação do direito internacional” e comparando-a aos “piores momentos da interferência” externa na região. Lula apelou por uma resposta da ONU e reiterou que o Brasil “condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação”.
Na Argentina, o presidente Javier Milei apoiou o ataque. Aliado do presidente norte-americano Donald Trump, celebrou a captura de Maduro e declarou: “A liberdade avança! Viva a liberdade!”, alinhando-se ao discurso de que a queda do regime venezuelano representaria um avanço para o chamado mundo livre na América do Sul.
No Chile, o presidente eleito José Antonio Kast afirmou que a prisão de Maduro é “uma ótima notícia para a região”. Segundo ele, a permanência do chavista no poder, sustentada por um “narcoregime ilegítimo”, teria provocado o êxodo de milhões de venezuelanos e desestabilizado a América Latina por meio do tráfico de drogas e do crime organizado. Kast defendeu a renúncia e a responsabilização do aparato do regime, a coordenação do retorno de venezuelanos, a restauração democrática e uma ação regional mais eficaz contra o narcotráfico, com respeito irrestrito ao direito internacional.
Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro, de esquerda, condenou a operação americana, descrevendo os bombardeios como “uma agressão à soberania da Venezuela e da América Latina”. Ele manifestou “profunda preocupação” com a escalada do conflito, anunciou medidas de segurança na fronteira e defendeu a convocação do Conselho de Segurança da ONU.
Na Bolívia, o recém-eleito presidente Rodrigo Paz, de direita, declarou que “a liberdade não é negociável” e afirmou que regimes ilegais associados ao tráfico de drogas submetem a sociedade à tirania. Para ele, a solução para a Venezuela passa pelo respeito ao voto popular e pela defesa da democracia, das instituições e dos direitos humanos.
O Uruguai, sob a presidência de Yamandú Orsi, rejeitou a intervenção, reiterando que o país se opõe à intervenção militar de um Estado no território de outro e reforçando o compromisso com o direito internacional.
Paraguai e Peru adotaram posições cautelosas, em tom de neutralidade. O governo paraguaio afirmou acompanhar a situação e defendeu meios democráticos que garantam uma transição ordenada. Já o Peru pediu uma solução rápida para a crise, com respeito ao direito internacional e aos direitos humanos, sem apoio ou condenação explícitos à ação militar.
No Equador, o presidente Daniel Noboa, de direita, apoiou o ataque dos Estados Unidos e afirmou que “para todos os criminosos narcotraficantes chavistas, sua hora está chegando”, prevendo o colapso da estrutura do regime em escala continental.
A Guiana manteve postura neutra, com foco na segurança nacional, enquanto o Suriname reiterou sua posição histórica contrária a intervenções militares.
Por fim, o regime venezuelano condenou a operação, denunciando “a gravíssima agressão militar perpetrada” pelos Estados Unidos e classificando o episódio como um “ato de agressão armada”, em violação à Carta da ONU.




