Exercício simula resposta dos EUA a ataque nuclear com bombardeiros

O exercício tem como objetivo fortalecer a prontidão nuclear dos Estados Unidos.


O Comando Estratégico dos Estados Unidos iniciou, em 21 de outubro, o exercício anual de comando e controle nuclear “Global Thunder 26”. A operação envolve militares americanos de todo o complexo nuclear do país, incluindo componentes do USSTRATCOM (Comando Estratégico dos Estados Unidos, na sigla em inglês) e unidades subordinadas.

Segundo o comando, o objetivo do exercício é apoiar a paz por meio da força e os objetivos de segurança nacional dos EUA, aprimorando a prontidão para o combate, assegurando a proteção de aliados e parceiros em todo o mundo e demonstrando a capacidade operacional e o poder letal do Comando Estratégico dos Estados Unidos.

Assim como em edições anteriores, o Global Thunder 26 prevê um aumento nos voos de bombardeiros estratégicos dos EUA e de outras aeronaves militares.

O comando norte-americano ressalta, ainda, que se trata de um exercício anual de rotina, não realizado em resposta a eventos internacionais específicos nem a ações de qualquer país ou entidade.

De acordo com um comunicado do USSTRATCOM, sua missão é dissuadir ataques estratégicos por meio de uma capacidade de combate global segura, protegida, eficaz e credível e, quando determinado, estar pronto para prevalecer em eventuais conflitos.

O QUE É O EXERCÍCIO?

O Global Thunder é um exercício anual de comando e controle estratégico nuclear dos Estados Unidos, concebido para criar atividades de treinamento realistas contra ameaças simuladas. O objetivo é manter e aprimorar a prontidão nuclear e as capacidades de dissuasão estratégica norte-americanas. O treinamento inclui aumento de voos de bombardeiros, exercícios com mísseis e a prontidão de SSBNs (submarinos lançadores de mísseis balísticos), além da verificação da confiabilidade e da resiliência da tríade nuclear americana.