Um tribunal de Moscou, na Rússia, condenou um diplomata a 12 anos de prisão, em um processo de segurança máxima, por vender segredos russos à inteligência dos Estados Unidos enquanto estava em missão no exterior, informou na sexta-feira (26) o FSB (Serviço Federal de Segurança da Rússia).
Segundo o FSB, principal sucessor da KGB da era soviética, Arseniy Konovalov, nascido em 1987, foi considerado culpado do crime de traição. O órgão afirmou que o diplomata repassou informações confidenciais a agentes americanos durante o período em que atuava no exterior.
“Foi constatado que A. S. Konovalov, funcionário do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, durante uma longa missão no exterior, nos Estados Unidos, repassou, de forma proativa, informações secretas à inteligência americana em troca de dinheiro”, declarou o FSB em comunicado oficial.
Konovalov foi detido em março de 2024 pelo próprio FSB, responsável pelas atividades de contraespionagem no país. As autoridades russas não detalharam quais informações teriam sido repassadas nem identificaram a agência de inteligência dos Estados Unidos envolvida no caso.
De acordo com o jornal russo Kommersant, A. S. Konovalov atuou como segundo secretário do Consulado-Geral da Rússia em Houston, no Texas. Ainda segundo a publicação, ele trabalhou nos Estados Unidos entre 2014 e 2017.




