O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (22) planos para que a Marinha dos EUA inicie a construção de uma nova classe de navios de guerra que, segundo ele, será maior, mais rápida e “100 vezes mais poderosa” do que o maior navio de guerra já construído pelo país. De acordo com Trump, o projeto começará com a construção de dois navios e poderá ser expandido para um total de 20 a 25 embarcações.
Falando a partir de seu resort em Mar-a-Lago, na Flórida, ao lado do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, do secretário de Guerra, Pete Hegseth, e do secretário da Marinha, John Phelan, Trump revelou o chamado “encouraçado da classe Trump”. O navio líder da classe deverá se chamar USS Defiant.
“Se você pegar o maior deles, ele é 100 vezes mais poderoso”, afirmou Trump durante o anúncio. Segundo o presidente norte-americano, os navios terão deslocamento entre 30 mil e mais de 40 mil toneladas. Ele acrescentou que a nova classe será o elemento central da planejada “Frota Dourada” para a Marinha dos Estados Unidos. No mesmo evento, Trump também anunciou planos para o desenvolvimento de uma nova classe de porta-aviões.
O secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, declarou que as novas embarcações serão “os maiores, mais letais, mais versáteis e mais bonitos navios de guerra em todos os oceanos”.
“O Iowa foi projetado para atacar com os canhões mais potentes, e é exatamente isso que definirá os encouraçados da classe Trump”, disse Phelan. Segundo ele, os navios também transportarão mísseis de cruzeiro lançados do mar com ogivas nucleares. Para efeito de comparação, o USS Iowa deslocava cerca de 58 mil toneladas, a plena carga, e era equipado com nove canhões de 40,6 cm, os maiores já utilizados pelos Estados Unidos.
O anúncio representa uma mudança significativa na doutrina naval mundial. A construção de encouraçados pela Marinha dos EUA foi encerrada com a suspensão do projeto do Kentucky (BB-66), em 1947. Entre 1888 e 1947, 59 navios de guerra, distribuídos em 23 projetos básicos, foram concluídos. Antes consideradas as “Rainhas do Mar”, essas embarcações perderam protagonismo com a ascensão do poder aéreo, embora tenham sido empregadas posteriormente em missões de bombardeio costeiro. As decisões ocorrem em um contexto de alertas de líderes navais sobre atrasos significativos na capacidade industrial e nos estaleiros do país.




